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A dor que anda,
Enquanto você corre.

Aquelas coisas que mais nascem,
que morrem.

O sorriso que vi,
No coracão que encobri.

As coisas que li,
No corpo que descobri.

Alguma coisa que existe,
No fundo azul do seu sorriso,

triste.

A noite é ilusão

pois

a novidade 

da manhã é o chão

A ventania,

Que de dentro de mim saía

Se acomodou na sala de estar,

Numa terça feira vazia.

E aflita me dizia

Que aquele lugar ali

Não a pertencia

Procuro o chão
No teto do prédio
Algo ali,
No intermédio.

 

 

 

 

Chovia.

e eu ali preso, pressentia.

era no molhado,

que eu me secaria.

O olho denuncia,

O que a alma já dizia,

Não é preciso estar junto

Para ter uma vida vazia.

 

Mas diga-se de passagem,

O passageiro que vive só

Perde-se a viagem.

A dúvida consome o que não vê.

Corrói o nome, o sobrenome,

Meu RG.

A dúvida cria distância,

Faz fome.

E faminta

Faz o dente ranger.

A dúvida

Não pertence ao crente,

Mas ela crê.

Uma vida meio inteira
Porque tudo começa na beira
No fim sem fundo de uma segunda feira.

Nessa teia
tem aranha,
nessa música
quero o disco,
nesse travesseiro 
tem entranhas
onde dormir é um risco

A mordida do medo
me acorda cedo,
Não sei se me levanto
Ou se me percebo.

É acordar no meio da noite
Ou se é dormir na luz do dia.

Se agora faz, logo ali fazia
Fruto de todo o medo,

 
Limite da filosofia.

O eterno mistério,
Fim de toda a azia,
Nó da estrada, 


Acidente na rodovia.

O coração silencioso,
A mão fria,
o corpo sem chão,


A cama vazia.

Se é o furo 
ou o próprio muro. 
É o bicho que morde

No escuro.

O terno mais sério, 
O parente mais Velho.
É a mentira mais abrupta
Da certeza absoluta

Acomodado no incômodo
Mudava de casa
Mas não de cômodo